A teoria de relatividade

22-07-2021

Falar de uma ideia de Einstein? Claro que não, o objetivo é quase três meses depois da última publicação escrever sobre uma ideia de Daniela Amorim.

Há um momento em que nós achamos que estamos sobrelotados, que as coisas estão complexas e que temos de fazer algo.

Entretanto vem um evento externo que nos envia uma pancada gigante e começamos a tomar atenção, a fazer exercício, a ler, a aprender, a dormir e tudo regulariza.

O ano vai passando, e chega-se ao ponto confortável de ler todos os dias, caminhar quase todos os dias, fazer exercício regularmente, alimentar bem e está tudo controlado.

Percebe-se o que é o bem estar e define-se que não voltará a acontecer, que agora já temos as ferramentas todas.

Então, munidos das ferramentas todas começamos a relativizar. porque antes com 4 tarefas era difícil, mas tornou-se fácil com essas ferramentas, então em vez de 4 passamos a 8, e fica complexo, mas temos as ferramentas que continuam a equilibrar.

Voltamos a relativizar.

Em vez de 8 temos 15 tarefas e começamos a ficar cansados, deixamos de escrever, de ler, de estar, de exercitar, de dormir, de comer, até que deixamos de pensar.

Será possível deixar de pensar?

Claro que não, e no momento que estamos a relativizar e assoberbados pensamos ainda muito mais, o que na verdade deixamos de conseguir fazer é tomar decisões com clareza. 

E voltamos a relativizar e a comparar.

Mas afinal não tínhamos já as ferramentas todas?

Pelos vistos se não continuarmos a aprender e a utilizá-las vamos sempre voltar ao início.

E o que fazemos nós no início? relativizamos tudo e pensamos "como chegamos aqui outra vez?"

E voltamos a começar.

Começamos no mesmo ponto? Não claro que não, começamos com uma bagagem diferente. Mas podemos ler outros livros? Podemos claro, mas se lermos os mesmos outra vez vamos ler com outros olhos e outras experiências e então secalhar vamos associar e relativizar os conhecimentos de outra forma.

Será que o tempo e o espaço em que estamos hoje ou estávamos à três anos é diferente ao ponto de a nossa leitura ser diferente ou é tudo relativo? Será que o nosso crescimento e conhecimento é efetivo ou é tudo relativo em função do nosso estado de espírito?

Não sei o que pensam, mas eu tenho a certeza que os olhos com que nós vemos as coisas não são sempre os mesmos, apesar de os nossos olhos serem os mesmos ao longo de toda a vida, são sempre relativos.

Relativos ao tempo que temos, ao espaço onde estamos, aos sentimentos que temos, às situações onde estamos. Tudo é relativo.

Se é relativo será que algo é absoluto?

Se não é absoluto, afinal o que é certo?

Se não sabemos o que é certo, como sabemos o que fazer e que ferramentas utilizar?

Se não conhecemos as ferramentas, como conseguimos gerir os nossos dias?

É tudo relativo, principalmente relativo aquilo que nos faz vibrar e nos faz sorrir.